aRTISTAS SELECIONADOS
// LUCAS TAVARES (1995, Rio de Janeiro)
“QUEM GUARDA O JARDIM?”

VENCEDOR DA OPEN CALL 26′
Lucas Tavares trabalha com práticas documentais em diferentes formatos, cinema, instalação, peças sonoras, performances e livros. Com especial interesse por paisagem e pela política da paisagem, com um percurso académico entre o cinema e as artes visuais. No cinema, realizou Dona Carmélia, que estreou no DocLisboa, e Cores de Outono, que estreou no Curtas Vila do Conde, com prémio de melhor realização. Co realizou o filme residência, com Amarante Abramovici, parte do cultura em expansão 2025.
É parte do coletivo à escuta, de onde resultaram alguns projetos como CasaFloresta (instalação, performance. 2022. Teatro do Bairro Alto) Folha Volante (instalação, performance, parte do Odisseia Nacional. 2023. Teatro Nacional Dona Maria II) comunidade: floresta (performance, livro. 2025) e Partes Extra Partes (Performance, instalação, publicação. 2025, OSSO) Também faz parte do coletivo Florestas de Bolso onde foi co autor do livro Flor da Tabaqueira, livro que se debruça sobre a relação dos jardins e habitantes do bairro da tabaqueira.
Colabora regularmente com outros artistas, como Regina Guimarães, Saguenail e Gonçalo M.Tavares.
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// LUÍSA RAMIRES (1994, Lisboa)
“POSTCARDS”

VENCEDORA DA OPEN CALL 26′
Luísa Ramires vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Foca a sua prática artística no domínio do digital, onde combina a manipulação digital com técnicas manuais como a serigrafia têxtil. Através da lente da nossa sociedade tecnológica e o seu ritmo acelerado, Ramires analisa a passividade geológica existente nos lugares. A atenção é depositada na história dos diferentes espaços e suas relações, o que dizem sobre si mesmos, sobre nós e uns sobre os outros. Traduz-se por vezes em grandes instalações, onde o visitante pode mergulhar e questionar como o espaço é ocupado e vivenciado. Colabora com o Museu Nacional Machado de Castro e a Alzheimer Portugal na coordenação e concepção artística da exposição “Desenhar o Tempo – O Teste do Relógio”. Conta com exposições em diversas instituições como o Convento do Carmo e o Museu Nacional de Arte Contemporânea. Foi finalista em vários concursos, tendo ganho o Prémio de Pintura D. Fernando II (2024). Participa regularmente em residências artísticas, entre as quais a “Biennale du Lin de Portneuf” no Canadá (2023) em parceria com a Bienal Contextile, “Risco” na Associação Alfaia, Loulé (2024), “Hypertextile” na Córtex Frontal, Arraiolos (2025) e duas residências artísticas em Nova Iorque: Kunstraum LLC e Mothership NYC (2024). Está presente em diversas publicações como FITA Magazine Vol. II (2021) e PEA – Portuguese Emerging Artists, Emerge (2024). Ramires é representada pela Galeria Carrasco, Madrid, Espanha.
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// JOÃO CARINHO (2000, Porto)
“FESTA IMPOPULAR”

VENCEDOR DA OPEN CALL 26′
João Carinho é artista visual, atualmente baseado no Porto. É licenciado em Multimédia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2022, integrou o programa Erasmus na Akademie der bildenden Künste Wien, na Áustria, e, em 2024, o programa Erasmus+ na galeria Hosek Contemporary, em Berlim, Alemanha. Atualmente, trabalha como educador nos Serviços Educativos do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves. O seu trabalho artístico desenvolve-se a partir do desenho e de técnicas sazonais de produção coletiva, recorrendo a materiais efémeros. A utilização de elementos como sal marinho, ervas aromáticas e flores sustenta uma narrativa poética e sensorial, que questiona o que é preservado, o que é esquecido e quem está autorizado a participar nos processos de construção da memória coletiva. Partindo da micro-história dos lugares onde produz, documenta empiricamente o desaparecimento dos rituais e ritmos sazonais na periferia, numa abordagem multidisciplinar sobre a transitoriedade.
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// COALESCER ATELIER (2023, São Miguel)
“UMA NUVEM”

ARTISTAS CONVIDADOS
Fundado em 2023 pela dupla de arquitetos Tonny Marques e Marta Gouveia, unidos pela prática da arquitetura em diferentes contextos insulares (Açores e Madeira). Através de imaginários, pesquisas de memórias, leituras de territórios distintos e experiências individuais adquiridas, procuram inspiração para assim criar um único corpo, arquitetura. Esta leitura tem-se materializado pela coleção de uma série de registos de geografias que servem de suporte para o nosso dia a dia e sinopse desses olhares que apresentamos em desenhos, imagens, colagens e maquetes de diferentes escalas denunciam uma posição ou uma atitude de projeto que nos parece coerente e sincera perante o lugar. Numa escala mais ampla por meio de atividades académicas colecionamos os trabalhos de curso de arquitetura, ambos pela Universidade de Évora entre 2017 e 2024, a dissertação de Marta Gouveia “O que pode ser uma ilha” de São Miguel vencedora do prémio Archiprix 2025 e a dissertação de Tonny Marques “Imaginário pitoresco, Câmara de Lobos” na Ilha da Madeira, vencedor da menção honrosa do prémio Archiprix 2025, duas leituras de territórios distintos que nos transmitem diferentes atmosferas dos diferentes lugares.
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// TRÉGUA (2022, Funchal)
“UMA IDEIA DE ABRIGO”

ARTISTAS CONVIDADOS
Trégua – práticas artísticas para a reinserção social é um projeto multidisciplinar de artes visuais com impacto social, que promove a reinserção social através de práticas artísticas participativas. Concebido e dinamizado pela Casa Invisível – Associação Cultural, em parceria com a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, a Câmara Municipal do Funchal a Universidade da Madeira e a FRACTAL – Suavamarelo Associação Cultural, acontece desde Março de 2022 no Estabelecimento Prisional do Funchal.
Trégua é apoiado pelo programa Partis & Art for Change, uma iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação “la caixa”.
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// RODRIGO COSTA (1999, Funchal)
“POVO-MAR”

ARTISTA CONVIDADO
Rodrigo Costa é um artista visual interessado na aplicação dos conceitos de brincadeira e infância ao quotidiano, utilizando a pintura, a escultura, a performance, o vídeo e a instalação para a criação de objetos e situações coloridos e peculiares, com uma estética “DIY”, que procuram incentivar a autorreflexão e a mudança de certos comportamentos sociais, bem como a aproximação do público ao objeto artístico. Em 2020, licencia-se em Belas Artes pela Coventry University, no Reino Unido, dividindo desde então a sua carreira de freelancer entre a produção artística, a curadoria e a gestão cultural. Após criar e liderar o projeto artístico solidário “recreios de cri(ação) 2021”, apoiado pelo Corpo Europeu de Solidariedade, colabora com diferentes ramos do Governo Regional da Madeira para conceber e ocupar os cargos de diretor artístico e curador da anona – galeria de arte juvenil (com a DRJ, 2021-2023) e do projeto “FRESH CONTEMPS – Artes Visuais” (com a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, 2022-2024), duas marcas que apoiam e promovem o trabalho de artistas jovens e/ou emergentes. Entre 2023 e 2025, integra ainda as Comissões de Acompanhamento da DGArtes, em que segue de perto o trabalho das entidades regionais apoiadas pelos programas de Apoios Sustentados e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP). Desde 2020, expõe regularmente, com interesse particular em projetos públicos e comunitários, cooperando com Câmaras Municipais e outras organizações públicas e privadas.
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